segunda-feira, 27 de maio de 2013

Aprenda a Dizer Não - E Viva Melhor!


(Zíbia Gasparetto)

Todos atravessamos momentos na vida nos quais precisamos parar um pouco, respirar e tentar ordenar os pensamentos, a fim de recuperar o equilíbrio.
Você tem vivido uma fase dessas? Que bom! Olhando bem, talvez descubra que, ao assumir problemas e responsabilidades que não são suas, transformou seu dia-a-dia em confusão; envolveu-se em situações delicadas. Agora, tenta encontrar soluções e não consegue - pudera: elas não dependem de você! Essa mania de grandeza, esse ego imenso que todos carregamos, nos impede de enxergar nossos limites.
Sentimo-nos constragidos de dizer 'não' por julgarmos a negativa como ofensa grave quando, na verdade, ela apenas significa recusar algo que não desejamos/podemos fazer. Claro: se alguém nos pede um favor e sentimos vontade/possibilidade de fazê-lo sem nos prejudicar, pode ser algo bom. Faz bem à nossa alma. Mas ajuda é coisa muito delicada, a ser praticada com inteligência para dar bom resultado. Afinal, muitas pessoas preferem pendurar-se nos outros, evitando, assim, assumir a responsabilidade pela própria vida.
Quando alguém com esse perfil se aproxima solicitando algo, nos sentimos incomodados e sem nenhuma vontade de atender. Então, sem coragem para usar de sinceridade – e essa seria a ajuda mais indicada! - tornamo-nos reticentes. Tentamos enrolar em prol de comprovar o quanto somos bondosos. Mesmo pretendendo não atender, prometemos ajudar. Resultado? Candidatamo-nos a futuras e inevitáveis cobranças.
Para agravar, em nosso país, é cultural a obrigação de ajudar os outros. Fica feio você recusar. Por esse motivo, há muita gente esperando tudo dos outros, colocando-se na posição de vítima, o que impede qualquer realização de progresso. Pois crer que os outros podem resolver todos os seus problemas é viver na ilusão. Para se defender da desilusão, você precisa enfrentar seu orgulho com coragem e dizer a verdade. Adote uma postura e fará com que a pessoa entenda que ela pode fazer a sua parte – e possui meios para isso!
Diga-lhe que basta olhar as pessoas que estão bem, que conquistaram uma vida melhor para descobrir que andaram com as próprias pernas para chegar onde estão. Conhecer nossos limites não é diminuir nossas reais qualidades, mas controlar nossas pretensões. Desejar ser mais e melhor do que é só aumenta o estresse. Assumir mais compromissos do que é capaz de realizar torna sua vida um inferno, impede que você cuide como se deve do que realmente é de sua responsabilidade.
Cuidar de você é sua principal missão. Por isso, analise suas atitudes. Não para se autocriticar, mas para reconhecer seus pontos fracos e, com paciência e especialmente bom senso, tentar reorganizar sua vida de maneira mais harmônica. O primeiro passo será desvencilhar-se de todos os compromissos que estão deixando você infeliz. Tenha coragem para assumir a sua verdade. Reconheça que exagerou e deixe que os outros cuidem da própria vida. Você pode até dar apoio moral, mas sem fazer a parte que cabe a eles no processo.

A partir disso, terá mais tempo livre. Para conhecer-se melhor, descobrir suas fontes de prazer para encontrar a alegria de viver – que sempre aparece quando você fica no presente, reconhecendo o que já tem de bom. Rodeie-se de coisas belas, mesmo singelas e simples. A alegria é tônico da alma. Reserve um tempo para ficar sem fazer nada, relaxando... Ou para dedicar-se a algo que gosta muito, acreditando estar tudo bem em sua vida e que forças positivas do universo cuidam das coisas que não dependem de você. Reaja, sua vida pode e deve ser muito melhor do que é!



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Não entregue o seu poder!

(Louise Hay)

Quando culpamos o outro, entregamos o nosso poder, porque estamos colocando a responsabilidade pelos nossos sentimentos em outra pessoa. As pessoas em nossas vidas podem se comportar de maneiras que desencadeiem reações desconfortáveis em nós. Entretanto, elas não entraram em nossas mentes e criaram os botões que foram empurrados.

Assumir a responsabilidade pelos nossos próprios sentimentos e reações é dominar a nossa "capacidade de responder." Em outras palavras, aprendemos a escolher conscientemente, ao invés de simplesmente reagirmos. Não podemos falar de ressentimento sem também falarmos sobre o perdão. Perdoar alguém não significa que toleremos o seu comportamento. O ato do perdão ocorre em nossa própria mente. Ele realmente nada tem a ver com a outra pessoa. A realidade do verdadeiro perdão está em deixarmos de nos agarrarmos à dor.

É simplesmente um ato de nos liberarmos da energia negativa. O Perdão não significa permitir que as ações ou comportamentos dolorosos do outro continuem em sua vida. Algumas vezes, o perdão significa liberação. Você os perdoa e os libera. Tomar uma posição e estabelecer limites saudáveis são, muitas vezes, as coisas mais amorosas que você pode fazer – não somente para si mesmo, mas para a outra pessoa também. Eu realmente acredito que não há erros.

Quando os nossos corações estão fechados e sentimos ressentimento, raiva e tristeza, é difícil ver alguma coisa boa. No entanto, quando os nossos corações estão abertos, é como se grande parte desta negatividade desaparecesse e fôssemos capazes de liberar estes velhos pensamentos e despertarmos para a alegria. Para cada um de nós, há sempre a alegria interior. E precisamos saber que somos muito perfeitos como somos. Não importa quanto caos possa estar acontecendo ao nosso redor, não importa quantas coisas possam estar acontecendo de errado ou não da forma como queremos, não importa o que os nossos corpos possam estar fazendo no momento – podemos amar e aceitarmos a nós mesmos. Pois a nossa verdade – a verdade do nosso ser – é que somos eternos. Sempre fomos e sempre seremos. E esta parte de nós mesmos continua para sempre.

Alegre-se que seja assim. Quando nos amamos e nos aceitamos exatamente como somos, torna-se mais fácil passarmos pelos momentos difíceis. Não estamos mais lutando contra nós mesmos. Estamos nos aceitando. Estamos nos tornando sensíveis. Estamos nos valorizando. Estamos nos confortando e tornando as coisas mais fáceis para nós mesmos. Veja-se na frente de um espelho, olhando para os seus próprios olhos e dizendo: "Eu o amo e o aceito exatamente como você é". E respire. Permita-se sentir o que você está sentindo. Você não tem que ser perfeito. Você já é perfeito como é: Você é você. Você é exatamente o que escolheu ser nesta existência.

De todos os corpos e de todas as personalidades que estavam disponíveis, você escolheu ser quem você é – experienciar este mundo, esta vida, através do seu corpo, através de sua personalidade. Assim, ame a sua escolha, pois é parte da sua evolução espiritual.